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A VINGANÇA DE SNORLAR


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A VINGANÇA DE SNORLAR

 

CAPÍTULO 1

SNORLAR O SEMI-DEUS SOLITÁRIO

 

Nascido do colapso de uma anã branca com um buraco negro, snorlar vagou pelo universo tentando entender a criação. Viu toda a beleza existente, presenciou o nascer de planetas, a explosão de uma supernova, a vida nascer e se desenvolver em perfeito equilíbrio.

 

Snorlar também presenciou o horror, civilizações sendo devastadas pelo ódio de outras civilizações, presenciou a ganância, a mentira e a traição. Toda aquela destruição causada pela guerra ofuscava a beleza da vida, lhe dava nojo. Ele repudiava imensamente aqueles seres, que segundo ele " estragavam o que há de belo".

 

Cansado de tudo aquilo, Snorlar decidiu dar um basta! Jurou a si mesmo exterminar aqueles seres medíocres. Sua imensa vontade interior fez nascer um exército de bestas, que trariam o fim para os habitantes de Arinar.

 

Com seu exército ele atacou sem exitar, despejando sua raiva sobre aqueles povos que ele tanto odiava. Mas para sua surpresa, aqueles povos lhe enviaram guerreiros, heróis prontos para darem suas vidas em nome de uma causa.

 

Estes heróis destruíram um por um das bestas, avançavam sem recuar, sem demonstrar medo. Snorlar abismado com tamanha audácia, foi ele próprio a enfrentar cada um desses heróis. Quanto mais batalhas ele vencia, mais heróis apareciam e o desafiavam, até que então, finalmente foi derrotado. Snorlar, acabado e sem forças para lutar, fugiu para as estrelas, prometendo que um dia, cumpriria o juramento que fez a si mesmo.

 

CAPÍTULO 2

A VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO

 

Snorlar observou das estrelas os seres de Arinar por anos. Viu inúmeras criaturas filhas da terra serem mortas de forma brutal pelos heróis destas sociedades. Alguns, conseguiram fugir com o resto de força que restava, vivendo uma vida escondida, com medo dos temíveis guerreiros.

 

Snorlar viu a espécie das hidras serem exterminadas, atraídas para a superfície com um ritual feito pelos guerreiros, que a matavam como um gesto de bravura. Acompanhou o Olmo Negro nascer e morrer várias vezes, sua madeira era cobiçada, derrota-lo era sinônimo de grandeza. Assistiu o Prole, criatura nascida da poluição destes povos, ter que se esconder no subterrâneo, por ter sido recebido com hostilidade pelos seus próprios criadores.

 

Perante toda aquela crueldade, Snorlar decidiu ir atrás de cada uma daquelas criaturas, corrompê-las e aprimorá-las, para assim criar um novo exército, só que mais fortes para finalmente cumprir sua promessa.

Com seu exército pronto, Snorlar atacou Irselnort, com uma força brutal e destruidora, devastando tudo que ali havia. Nem os sentinelas nem os legionários tiveram chances, foram pegos de surpresa, foram massacrados. O centro do conflito destes povos foi capturado, agora só restava às cidades natais.

 

Snorlar mandou uma hidra para cada ilha Natal junto com um exército de bestas. Os guerreiros resistem bravamente, mas é questão de tempo até não aguentarem mais, pois onda após onda de ataques são feitos, e todos poderosos e devastadores. Todos sabem que o único jeito de parar isso, é derrotando o Snorlar…

 

CAPÍTULO 3

CONSELHO DOS POVOS E FACÇÕES DE ARINAR

 

Todos sabiam que fragmentados não conseguiram derrotá-lo, nem chegar perto dele eles conseguiriam. Foi por isso que o conselho geral de Arinar foi criado em meio ao caos, nele todos os povos sentavam na mesma mesa para dialogar, discutir soluções para oque estava ocorrendo.

 

Não foi fácil chegar a um acordo, pois anos de guerra, ideologias e crenças envolvidas dificultaram o diálogo. Mas intermediado pela Liga Sem-Correntes, os legionários e sentinelas chegaram a um acordo, iriam trabalhar em conjunto para derrotar Snorlar, uniram forças contra um inimigo em comum. Sabiam que não seria nada fácil, mas eles arquitetaram um plano, além do mais, tinham uma arma secreta.

 

CAPÍTULO 4

O PLANO

 

O plano era o seguinte: cada facção desembarcaria na costa de Irselnort que era pertencente a eles antes da volta de Snorlar simultaneamente, assim obrigando-o a dividir as tropas. Além do mais o terreno já era conhecido por ambas as alianças, facilitando as estratégias em batalha. O ponto de encontro seria perto da Torre de Berengar, já que o Snorlar montou sua base em Nadir-Sard, planejariam uma estratégia atacando com força máxima, com seus melhores guerreiros.

 

CAPÍTULO 5

O DIA DA GRANDE BATALHA

 

Com uma frota gigantesca, após expulsar mais uma horda de criatura de suas ilhas natais, sabendo que não tinham muito tempo, partiram para Irselnort. A viagem foi longa, até que os navios da linha de frente começaram a avistar as montanhas cinzas de Irselnort. Mas de repente começaram a sentir algo estranho, o mar não estava normal; do fundo das águas surgiram hidras gigantes, que partiram ao meio algumas frotas, marinheiros dos navios ao redor gritaram " preparem os arpões e os canhões!". Arpões são lançados contra as hidras, e em seguida rajadas de bolas de canhões. A batalha foi intensa, durou aproximadamente 4 horas, mais de 60 navios foram afundados. Os navios Continuaram se aproximando da costa, se dividiram e cada um foi para o seu lado da ilha que iriam desembarcar.

 

Quando eles se aproximaram perto da costa da ilha, avistaram centenas de elementares, que começaram a atacá-los com bolas flamejantes, alguns navios foram acertados, mas conseguiram controlar o fogo, não fez estragos significativos naquele momento. Ao desembarcar, os guerreiros se depararam com aquela chuva de fogo em sua direção, alguns foram acertados e arderam em chamas. Um guerreiro novato dos sentinelas que estava perto de um que foi atingido, viu as chamas consumirem o seu companheiro, seus olhos derreterem, o desespero em meio a gritos de dor, com ele se atirando no chão na tentativa inútil de apagar o fogo bem na sua frente. O jovem guerreiro entrou em choque, ficou paralisado e sua face era de puro terror, foi aí então que um paladino que viu o estado do garoto lhe chamou a atenção " rapaz, não se acovarde! É normal sentir medo, mas não podemos deixá-lo nos dominar, pois se não vencermos hoje, todos que amamos sofrerão as consequências", no mesmo instante o paladino conjura um escudo de energia que começa a defendê-los das bolas flamejantes. O garoto olha para aquele Paladino, que provavelmente já presenciou o horror da guerra, com olhar de admiração e segue em frente. 

Os magos dos sentinelas conjuram feitiços, se teleportando para cima dos elementares e deferindo golpes fatais. A batalha foi dura, porém conseguiram desembarcar e derrotar os elementares.

 

No lado legionário foi difícil igualmente, mas a coragem destemivel dos clãs da montanha, onde os bárbaros faziam investidas ferozes contra os elementares, causando golpes fatais, e os ladinos com toda sua perspicácia atacavam sem que percebessem, somado aos feitiços profanos e poderosos de controle dos bruxos, fez com que eles conseguissem desembarcar e derrotar os elementares.

 

A batalha foi árdua, porém ainda não é tempo de descansar, no mesmo instante um grupo de leopardos e lobos aprimorados começa a atacá-los. No lado sentinela, os exploradores com toda sua velocidade e potência, protegidos pelo escudo de Harad, começam a desferir golpes fatais contra as criaturas, enquanto os druidas evocam elementais de água para auxiliar. No lado legionário, os encantadores invocam lobos e pássaros para defendê-los, enquanto os xamãs provocam terremotos fazendo o chão abrir e derrotando as feras. A batalha foi intensa, mas é hora de descansar, cuidar dos feridos e traçar estratégia para seguir em frente, o mais rápido possível.

 

Snorlar fica furioso " como esses insetos ousam se aliar, depois de anos se matando como se nada tivesse acontecido? Eles vão ver!".

 

Após algumas poucas horas, tanto o lado sentinela, quando o lado legião decidem avançar. O avanço não é nada fácil, no caminho feras atacam os esquadrões direto, causando inúmeras baixas.

 

Quando os sentinelas estavam se aproximando do Lago Cristal, eles escutam um barulho estranho; e de repente surge uma árvore gigantesca no meio do caminho, de suas raízes nascem plantas carnívoras, era o Olmo! Os guardas e paladinos fazem a frente de seus pelotões para protegerem os feiticeiros, mas o olmo faz sair estacas do chão matando vários sem chance de defesa. As plantas carnívoras devoram alguns pelotões de uma forma horrenda; um mensageiro vai avisar e chamar reforços enquanto aqueles bravos guerreiros resistem o máximo que puderem.

Quando o reforço chega, poucos dos guerreiros ainda estavam vivos resistindo. Os magos começam a conjurar seus feitiços enquanto os guardas distraem as plantas carnívoras e o Olmo; os patrulheiros começam a disparar flechas flamejantes para cima dele, mas não é o suficiente! Os Magos conjuram chão ardente, que faz a árvore maligna e suas plantas carnívoras arderem em chamas, mas ela ainda resiste. A batalha dura por horas, até que um grupo de vários sacerdotes conjuram lágrimas de Harad, e em seguida desforra pra cima do Olmo que, em fim, é derrotado. Muitos morreram, a batalha foi árdua, mas no final conseguiram.

 

Enquanto isso no lado Legionário, chegando perto dos lagos perolados, os guerreiros avistam gosmas verdes e reluzentes espalhadas pelo chão. De repente, criaturas desfiguradas começam a se levantar daquelas gosmas, quando eles se aproximam. Elas começam a atacar os guerreiros de uma forma brutal e insana, os cavaleiros da morte começam a enfrentá-las, causando golpes fatais. Em meio aquela batalha algo gigantesco começa a se levantar, uma

monstruosidade horrenda, era o Prole! No mesmo instante ele joga gosma verde pra cima dos pelotões, Alguns guerreiros começaram a gritar de dor, a gosma era ácida, queimava a pele e causava uma dor horrível! Os bárbaros tomam a frente pois são corajosos e resistentes, começam a distrair o Prole enquanto um mensageiro vai buscar ajuda.

Quando o reforço chega, os caciques partem logo para cima com toda sua velocidade desferindo golpes nas pernas do Prole; porém voa gosma verde para cima dos guerreiros, no mesmo instante os xamãs puxam-os com um escudo protetor; logo em seguida, conjuram uma magia que faz a terra tremer debaixo dos pés do Prole, abrindo uma cratera e prendendo-o no chão, evocam totens que o enfraquecem, enquanto os bruxos lançam um feitiço poderoso chamado esfera sombria, assim conseguindo derrotá-lo.

 

Ambas as alianças conseguem chegar aos arredores da Torre de Berengar, montam acampamento para se preparar, pois no nascer do Sol irão atacar Nadir-Sard, onde o Snorlar montou seu acampamento.

 

CAPÍTULO 6

O ATAQUE NOTURNO

 

Durante o restante da noite os guerreiros descansam e cuidam de suas feridas. Um guerreiro que ficou de guarda percebe algo estranho em meio a escuridão, parece uma silhueta de alguma criatura, então ele vai lá ver. Ao se aproximar, ele recebe um golpe em seu rosto, rasgando seus olhos, deixando sua face em carne viva. Guardas próximos ouvem o grito e percebem que tem algo de errado, mas já é tarde demais; centenas de demônios com pele de aço, com as unhas das mãos afiadas e enormes, começam a atacar o acampamento. Pegos de surpresa, essa foi a primeira vez que legionários e sentinelas lutaram lado a lado: guarda distraindo para ladino atacar por trás, druidas curando bárbaros, paladinos conjurando escudos para cavaleiros da morte. A batalha durou até o amanhecer, quando finalmente derrotaram todas as criaturas.

 

CAPÍTULO 7

A BATALHA CONTRA O SNORLAR

 

Sem tempo a perder, legionários e sentinelas juntaram seus melhores guerreiros e marcharam para Nadir-Shar; No caminho foram atacados por demônios de aços e outras criaturas, mas continuaram avançando.

 

Snorlar, que fez sua base em Nadir-Shar pois achava a Liga Sem-Correntes nojenta por lucrar com a guerra, estava perplexo, não acreditava que poderia ser derrotado de novo por aqueles povos. Então com sua força interior, ele criou um espadão colossal que emanava poder, estava confiante que não poderia ser derrotado mais uma vez.

 

Chegando na entrada de Nadir, os legionários e sentinelas sentem o ar ficar mais pesado; de dentro dos muros da cidade, sai uma criatura gigante, que assustava até o mais experiente dos guerreiros apenas por olhar, era o Snorlar. 

 

Snorlar, num tom arrogante diz " como ousam querer me enfrentar? Criaturas medíocres! É questão de tempo para que eu extermine todos vocês, e farei isso com minhas próprias mãos!" No mesmo instante ele parte pra cima de um pelotão com sua enorme espada, desferindo um golpe que abre uma cratera no chão; patrulheiros e caçadores lançam uma chuva de flechas em sua direção, mas com um simples balançar de sua espada, todas elas voltam para os guerreiros, ferindo alguns gravemente. Em uma tentativa suicida, os bárbaros, guardas, cavaleiros da morte e paladinos partem para cima do Snorlar, que em um golpe com sua espada parte ao meio vários sem chance de defesa.

 

Tanto legionários, quanto sentinelas sabiam que não conseguirão derrotá-lo, não sem a arma secreta! Tempos atrás foi encontrado um fragmento da ponta da lança, que manuseada pelos melhores ferreiros de Arinar, conseguiram colocá-la em uma haste feita do melhor material conhecido. Era hora de usá-la!

 

A batalha prosseguiu, com vários guerreiros tentando distrair o Snorlar para que os ladinos, exploradores, caçadores e patrulheiros conseguissem acertar algum golpe, para enfraquecê-lo, nem que seja um pouco. 

 

Snorlar já havia matado inúmeros guerreiros, poucos golpes atingiram-no, estava confiante que venceria. No meio da batalha, correntes ilusórias brotaram do chão conseguindo agarrar os braços dele; um círculo sombrio aparece ao redor, deixando-o meio tonto. Era uma emboscada, vários bruxos e magos estavam conjurando seus feitiços em conjunto, para que fosse forte o suficiente, deixando ele imóvel. Os pelotões abrem caminho para um guarda, bárbaro, cavaleiro da morte e paladino passarem, eles estavam carregando uma lança gigantesca; o grupo parte para cima do Snorlar, golpeando-o no peito. Snorlar furioso fala quase gritando " como pode? Essas criaturas conseguiram me derrotar mais uma vez? E ainda por cima eles tem a audácia de se aliar! Passaram anos se matando, e de repente lutam lado a lado!? Não pode ser, malditos sejam!" Em um feixe de luz poderoso, que faz quem estava perto voar a alguns metros de distância, Snorlar desaparece junto com o fragmento da ponta da lança...

 

O FIM?

 

Snorlar foi derrotado, a batalha acabou: Milhares morreram, inúmeros ficaram feridos, Irselnort foi devastada e as ilhas natais de cada facção ainda estava se reconstruindo após os ataques. Cada facção volta pro seu lado da ilha, em Irselnort, o lado que eles dominavam antes do Snorlar voltar. A Liga Sem-Correntes voltou para Nadir-Sard; como ambos os lados estavam devastados, ela mediou um cessar-fogo entre sentinelas e legionários. Não se sabe quanto tempo a Paz entre as facções durará, mas uma coisa é certa… Arinar nunca mais será a mesma.

 

 

Nome do personagem: Tonileiria

Servidor: BR-Tourmaline

 

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