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A maldição de Norlant


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A maldição de Norlant

 

Era uma noite fatídica em Irselnort, aquela tempestade e seus ventos fortes faziam com que as portas das casas batessem, o céu estava coberto por grandes nuvens carregadas, sim, naquela noite, algo estava prestes a acontecer...

 

O amuleto

 

...


--- Que ventania cara, por que uma tempestade dessas logo hoje? (Perguntou Otanko ao seu amigo Bryan)


- Tem razão, hoje iríamos caçar aqueles malditos frogois naquele pântano, haha eles que me aguardem.


--- Escuta Bryan o velho ancião não está aqui no momento, e todos estão trancafiados em suas casas, tenho certeza que se saíssemos ninguém iria nos notar!


- Bom, isso é verdade mas como que nós vamos ir com essa tempestade e ventania.. Olhe aquela árvore acaba de cair.


--- Besteira, esqueceu que o velho nos ensinou a usar as habilidades?


- Eu não sei se é uma boa ideia, mas estou louco pra experimentar aquele Escudo sombrio, aquelas asas com certeza iriam me proteger.


--- Sim, e eu quero testar aquele tal Escudo de ossos, então, vamos?


- Sim, mas só iremos ir ao pântano para matar os frogois e pegar a recompensa, e o Victor deve estar nos esperando até agora.


--- Sorte dele não estar tendo que passar por uma tempestade dessas.

 

Assim Otanko e Bryan, naquela noite usam pela primeira vez as habilidades que aprenderam, não estavam acostumados com tal tipo de magia...

 

--- Aí, esse escudo de ossos é difícil de usar, tenho que tomar cuidado se não esses ossos podem acertar meus olhos.


- Haha, meu escudo sombrio me protege muito bem, e não tem riscos, cara você deveria ter se tornando um Cavaleiro da Morte como eu, não um Necromante.


--- Diga o que quiser, vamos mais rápido Victor deve estar nos esperando.

 

Passando por monstros incríveis que nunca tinham visto antes e por uma longa corrida contra a tempestade, finalmente chegaram ao Arauto aquele que iria os levar até os pântanos..

 

--- Chegamos cara, eu falei que não íamos ter problemas.


- Sim, agora vamos logo embarcar no navio, ele deve ir em breve.


---- Não sei por que tanta pressa, o mundo não vai acabar cara, relaxa.


- Pode até não acabar mas se o velho descobre que estamos aqui, enquanto deveríamos estar tomando conta da vila, ele há de nós matar.

 

Assim, Otanko e Bryan embarcam no navio que vai para os pântanos, a viagem é curta e rápida, porém nesse pequeno período de tempo muita coisa há de acontecer, uma mulher, estava no deque do navio e olhava fixamente para a lua, era velha, estava fazendo sinais estranhos e parecia conversar sozinha...

 

- Ei, Otanko olha para aquela senhora, deve ser louca.


---- Haha deve ser, está falando sozinha... Ei cara ela começou a nós encarar!


- Sim, vamos sair daqui deve ser uma daquelas bruxas ou feiticeiras que o velho falou.

 

Mas para a infelicidade deles, a bruxa joga algo na direção dos dois rapazes, Otanko pega o estranho objeto no chão e começa a sentir uma dor insuportável e latejante em sua mão... Bryan tenta ajudar Otanko, mas parece que aquela dor agonizante e que o fazia ranger os dentes não tinha fim, a bruxa começa a gargalhar sem parar, era uma risada escandalosa e sua voz era rouca, aquilo tudo só fazia cada vez mais os dois se arrependerem de terem embarcado naquele navio, após acabar com aquela crise de risos a bruxa falou: - Vocês irão se lembrar de mim! Quando o dia chegar com certeza... Irão se lembrar.


Após aquela senhora que mais se parecia com uma bruxa  simplesmente sumir ao barulho de um trovão, a dor do braço de Otanko começa a aliviar...


---- O que foi isso cara, aquela maldita bruxa me jogou algum feitiço quando eu peguei esse objeto no chão.


- Que alívio, que bom que ela foi embora, agora o que realmente importa, que objeto é esse?


--- Parece com um amuleto ou um cordão... Algo do tipo... Irei guardar, para mostrar a Victor.


- Última parada Pântanos De Norlant!! (Gritava o capitão do navio)


---- Bom, vamos esquecer esse episódio o Victor deve estar esperando por nós.


- Sim, vamos esquecer isso tudo.


Carnificina em Norlant 


Otanko e Bryan desceram do navío porém não viram ninguém, absolutamente ninguém, não viram os comerciantes, não viram Victor, só o que viram foi um corpo.


--- O que significa isso Bryan... Cadê todo mundo...


- Esse cara parece que está morto já faz pelo menos 1 mês, o corpo já está completamente podre e em estado de decomposição.


--- Quem teria feito isso com ele, onde estão todos os comerciantes, onde está Victor...


- Vamos procurar por alguém, vamos ir pelos portais de teletransporte.


--- Tem razão, vamos nos separar e buscar por alguém, que possa saber o que aconteceu por aqui.


Então Otanko e Bryan entram nos teletransportes de Norlant, os teletransportes levaram os dois para caminhos distintos... Otanko não encontrou nem sequer uma pessoa, nem um monstro, só o que encontrava em todos os locais que chegava era sangue, mas não haviam corpos, então resolveu voltar a Zeneth-Haf ( O local principal dos pântanos de Norlant ).


Otanko chegou em Zeneth-Haf e esperou por Bryan, mas Bryan não voltava, esperou cerca de 30 minutos, mas nenhum sinal de Bryan, então resolveu ir procura-lo mas novamente para sua infelicidade... Lá estavam Victor e Bryan estavam estirados no chão com sangue a sua volta, Otanko entra em desespero, mas estava tão assutado que nem sequer conseguia gritar, então ele se aproxima devagar dos corpos e vê algo brilhando, sim, era o mesmo amuleto que aquela bruxa havia jogado em Otanko, mas havia um em Victor e um em Bryan, assutado ela coloca a mão em um de seus bolsos e sente aquele mesmo amuleto que tinha guardado, então ele pega e arremessa com toda sua força para o mais longe que puder, e volta correndo para Zeneth-Haf, ele esperava encontrar tudo do jeito que estava.. vazio, e esperar pelo primeiro návio para voltar para sua casa na Costa Brumosa em Irselnort, mas o que encontra é algo completamente diferente do que esperava, haviam corpos, dezenas e dezenas de corpos podres e sangue para todo o lado, e uma coisa havia de comum entre todos eles, era o mesmo amuleto da bruxa, estava em todos os corpos, desesperado com tudo aquilo ele corre para o deque para esperar o primeiro navio, depois de 10 minutos esperando ele avista um navio, não era o mesmo que o levou para lá, era completamente diferente, era enorme e havia ossos por toda parte, o navio se aproxima do deque e alguém o chama... Era um homem alto com um grande casaco que cobria todo seu corpo, e ele fala: 

 

- Venha, jovem, é perigoso ficar aqui.


--- Quem é você, o que está acontecendo?

 

E antes que aquele homen pudesse explicar eles ouvem uma risada escandalosa e rouca, como o da mesma bruxa  que havia jogado o amuleto em Otanko


- É tarde demais, rápido suba no navio, confie em mim!


Ao subir no navio Otanko tem uma surpresa, não haviam pessoas lá, quem estava pilotando, e todos os outros presentes eram esqueletos...

 

O necromante, o amuleto a bruxa, Vitold e Valarya


--- Que esqueletos são esses? Eles estão vivos?


- Haha não se preocupe, são meus leais amigos...


--- Amigos? Como pode ser amigo de esqueletos?


- Você.. também é um Necromante?


--- Sim, como sabe?


- Pelo visto você é novato no mundo da magia de Arinar.


--- Ok, mas isso não importa agora me diz, o que aconteceu naquele maldito Pântano?


- ...

 

Então o misterioso homem começa a contar uma história, a história de um peregrino branco, que criou 3 deuses, Nuadu, Harad e Garahaan, contou a história do último rei elfo que habita Norlant o Vitold, e também contou a história de Valarya e a preciosa pedra em seu diadema, e como eles se uniram mais milhares de guerreiros para derrotar uma bruxa em Norlant, contou maravilhas e desgraças que passou em sua vida, e por fim contou a história da bruxa e seu nome era... Malvadora.


--- Malvadora? Que nome mais incomum...


- Sim, Malvadora retornou depois de tanto tempo vivendo nas trevas, agora está em um corpo velho e esgotado porém sua força e seu poder estão selados, se ela libertar sua força que ultrapassa as limitações da carne viva e todo seu poder inigualável, irá se rebelar contra toda Arinar, ela está em busca de Vingança.


--- E como que esse tal poder inigualável vai se libertar?


- Ela tem conhecimento profundo na área da bruxaria e ocultismo, para ela liberar um poder tão grande só seria capaz se uma grande quantidade de sangue fosse derramada.


--- Então foi ela que matou meus amigos e toda aquela gente em Norlant?


- Provavelmente...


--- Nunca a irei perdoar!...
--- Espera... Os amuletos o que significam aqueles amuletos em todos aqueles corpos lá no pântano?


- Amuletos?... Droga, então deve ser por meio deles que aquela maldita bruxa está tomando energia vital de todos aqueles corpos... Nós precisamos de um, para podemos o estudar.


---- Eu tinha um... Mas acabei jogando fora, pensei q era uma maldição ou algo do tipo.


- Vamos ter que voltar lá o mais rápido que podermos.


--- Espera, antes de tudo...Qual seu nome, o meu é Otanko por favor diga o seu.

 

- Quando chegar o momento você saberá.

 

Otanko e o misterioso homem voltam para os pântanos em busca dos amuletos para tentar descobrir a magia por de trás do mesmo. Quando chegam em Norlant o Necromante dá a ordem para que todos os esqueletos desçam do navio junto a ele...

 

--- Wow, tem quantos esqueletos aí dentro?


- Cerca de 300, passei a vida toda em busca deles... Você é um Necromante também, em breve conseguirá um do tipo.


--- Só de pensar que estou revivendo gente morta, me sinto mal por isso...

 

Os dois então encontram todos aqueles corpos e pegam alguns amuletos, eles os analisam, porém não conseguem nenhum resultado...

 

--- E agora, o que fazemos?


- Para trás, veja um dia você poderá fazer um igual.

 

Então o estranho Necromante conjura um  enorme totem de ossos no meio de todos aqueles corpos e aqueles mortos começam a se mover, ele os reanimou.

 

--- Como você fez isso?


- Eu já disse, sou um Necromante.

 

O estranho homem pergunta a um dos corpos, o que havia acontecido naquele local, então ele aponta para a lua e resmunga: - Mal....vadora está de volta.... Já está aqui.

 

Logo após isso o necromante se assusta e chama Otanko para perto de si, havia pelo no menos 350 corpos e esqueletos naquele local, apesar de estar confiante ao encontrar Malvadora o Necromante parecia estar muito perturbado com tudo aquilo...

 

O ato final

 

--- Parou, parou, como assim ontem quando eu saí de casa no meio daquela tempestade com o Bryan eu não esperava que tudo isso fosse acontecer comigo...Droga deveria ter escutado o velho.


- Não, está enganado, isso iria acontecer de uma forma ou de outra, eu estava passando por Irselnort antes de te avistar no deque aqui no pântano e também não havia ninguém por lá, talvez mais dezenas de pessoas que estavam próximos a Cidade principal de Irselnort morreram.


--- Tomara que nada tenha acontecido na vila onde moro...


- Tudo isso já estava destinado a acontecer, nesse horário quase ninguém deve estar acordado, Malvadora se aproveitou disso e matou toda aquela gente enquanto não havia ninguém de elite pelas redondezas.


--- Maldita Bruxa.

 

Enquanto os dois esperavam pela chegada de Malvadora em Norlant, aproveitavam para estudar aquele misterioso amuleto...


- É isso.


--- É isso o que?


- Já vi esse amuleto a muito tempo, um senhor o carregava, é o Cordão Do Almirante. Isso muda tudo, vamos depressa precisamos ir no território subaquático.


- DEPRESSA TODOS OS MEUS SERVOS SUBAM NO NAVIO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!!!

 

Exclamava o necromante para que todos ouvissem, então no navio o necromante explicava para Otanko que aquele amuleto era de um antigo ser poderoso chamado Almirante das profundezas, e que a Bruxa Malvadora o matou para o ter em sua posse.

 

--- Ok, mas como isso vai nos ajudar para matar a Malvadora e impedir que ela libere todo seu poder?


- Com todos os corpos que ela já pegou energia, só nós dois não poderíamos a matar.


- A bruxa do mar tem um acordo...


---- Que tipo de acordo?


- Ela pode matar Malvadora e fazer com que tudo volte ao normal.


--- E em troca, o que ela pede?


- Um sacrifício... Maior do que o que ela Irá desfazer.


--- Então se a bruxa matou 100... nós teremos que dar 101 vidas?


- Exato...

 

Otanko e o misterioso Necromante chegam no território subaquático e vão correndo para onde ficam a Bruxa do mar. É difícil entrar, porém aquele necromante não era um necromante qualquer, dava-se a impressão que ele já tinha visitado o local.

 

Finalmente o tão esperado encontro com a Bruxa do mar, chega, e ela explica as regras de seu acordo.

 

--- Então, Bruxa, quantas vidas devemos a você? 50? 100? 200?

 

351, falou a bruxa.

 

--- Esse era meu medo, como que iremos conseguir matar tantos monstros em tão pouco tempo? A bruxa já deve estar conseguindo a sua forma final.


- Os meus esqueletos, junto com aqueles corpos que eu consegui em Norlant, formam 350 vidas, o local mais perto que habita monstros aqui, fica a pelo menos 10 minutos de corrida.


--- Maldição, o que faremos?


- Escuta Otanko, a algumas horas quando você perguntou meu nome... Eu não podia dizer pois tinha medo de contar isso a alguém.


--- Isso agora? O mundo está em nossas mãos, conta seu nome depois.


- Foi um prazer Otanko, pode se lembrar de mim como... A reencarnação do Almirante. Logo após minha morte poderei encontrar a Maldita Malvadora no inferno.


--- Como, o que? Não faça isso, vamos, deve haver outro jeito.

 

Antes de Otanko poder falar tudo o que queria, o Almirante conjurou todos os esqueletos e se jogou ao braços da Bruxa do mar. Com Otanko caído aos prantos, ele começa a ver tudo a sua volta, o Almirante, novamente a bruxa, os esqueletos, o pântano...

Ele estava retrocedendo o tempo, para voltar 1 dia atrás, porém havia uma diferença, Malvadora e Almirante... Já estavam mortos, e nada ele podia fazer para mudar aquilo.


Lá estava Otanko, deitado em sua cama, em uma noite fatídica na Costa Brumosa em Irselnort.

 

- Hey Otanko ( falava Bryan a Otanko que estava dormindo um sono muito pesado).


--- Hmm.. O que Bryan?


- Victor deve estar nos esperando.. O que acha de ir lá nos pântanos matar aqueles malditos frogois?


--- Victor é haha, ele que espere, hoje só quero dormir o dia todo.

 

Dizia Otanko com um sorriso no rosto, e infelizmente com uma lágrima escorrendo de seus olhos.

 

É... Almirante não poderá voltar, mas um mal maior foi derrotado, e por isso Otanko orgulhou-se de ser um necromante igual aquele misterioso homem.

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Olá a todos os leitores, primeiramente para que não tenha nenhum bug na leitura, desative o tradutor automático, bom, nessa história eu resolvi fazer um conto narrativo que expande a história de Arinar, e de alguns seres dentro do universo, estava sem ideia de nome para o personagem principal, então resolvi usar meu nickname no jogo, obrigado a todos que leram a história.

 

Otanko

BR-TOURMALINE

Edited by Otanko
Correção de palavras.
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Só para complementar, os diálogos são realizados somente com duas pessoas por exemplo, Otanko e Bryan, Otanko e o Necromante, outras falas fora do diálogo são feitas na parte narrativa da história.

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